Financiamento costuma travar em documento, não em crédito. Vale saber onde antes de assinar proposta.
Do comprador
- Documento de identidade com CPF e comprovante de estado civil.
- Comprovante de residência recente.
- Comprovação de renda: holerites e carteira de trabalho para assalariados; declaração de imposto de renda com recibo, extratos bancários e pró-labore ou decore para autônomos e empresários.
- Extrato do FGTS, se for usar.
Autônomo e MEI conseguem financiar, mas a comprovação exige mais histórico. Se a sua renda é informal, comece a organizar isso meses antes: é o item que mais reprova proposta.
Do vendedor e do imóvel
Aqui é onde o prazo estoura:
- Matrícula atualizada do imóvel, emitida há poucos dias, com todas as averbações. É o documento mais importante da compra: ela conta a história do imóvel e mostra penhora, usufruto, hipoteca e inventário pendente.
- Certidões negativas do vendedor, incluindo as de ações judiciais.
- Comprovante de quitação do IPTU e, em condomínio, declaração de que não há taxa em atraso.
- Habite-se e averbação da construção, quando o imóvel foi construído ou ampliado. Imóvel com área construída maior do que a averbada na matrícula não passa na análise do banco até ser regularizado.
Os três problemas que mais aparecem
- Construção não averbada. A casa tem 180 m² e a matrícula registra 90 m². Regularizar leva tempo e custa dinheiro.
- Inventário não concluído. O imóvel está no nome de alguém que já faleceu. Sem partilha registrada, não há venda financiada.
- Divergência de área ou de confrontação. Resolve-se com retificação, e retificação é processo, não formulário.
Peça a matrícula atualizada antes de assinar qualquer proposta ou pagar sinal. Custa pouco, sai rápido e é o único jeito de saber o que você está comprando.
Atualizado em 26 de setembro de 2026. Conteúdo informativo: não substitui orientação do banco, do cartório ou de um corretor com CRECI ativo.