São duas formas de dividir a mesma dívida. Em ambas você paga juros sobre o saldo que ainda deve. A diferença é o tamanho da fatia de amortização em cada parcela.
PRICE: parcela fixa do começo ao fim
A parcela não muda. No começo, quase tudo que você paga é juros e muito pouco abate a dívida. Com o tempo isso se inverte. É confortável de planejar e caro de carregar: como o saldo devedor cai devagar no início, você paga juros sobre um valor alto por mais tempo.
SAC: parcela alta no começo, decrescente sempre
A amortização é constante: você abate o mesmo valor da dívida todo mês, e a parcela cai porque os juros incidem sobre um saldo que diminui rápido. A primeira parcela é a maior de todas, e é ela que o banco usa para decidir se a sua renda comporta o financiamento.
O que isso significa na prática
- SAC costuma custar menos no total. O saldo devedor cai mais rápido, então o juro acumulado é menor.
- PRICE aprova um valor maior de imóvel com a mesma renda. Como a parcela inicial é menor, ela cabe no limite de comprometimento de renda do banco.
- SAC fica mais leve com o tempo. Em dez anos a parcela pode estar bem abaixo do que você paga hoje de aluguel.
O jeito honesto de decidir é olhar os dois números lado a lado com a sua renda real. Troque o sistema na calculadora e compare a primeira parcela e o teto de imóvel: a diferença costuma surpreender.
Se você planeja quitar antes do fim
Quase ninguém carrega um financiamento por 30 anos. Se a sua intenção é amortizar com FGTS a cada dois anos ou quitar em dez, o SAC tende a ser ainda mais vantajoso: você já estará devendo menos quando o dinheiro para amortizar aparecer.
Em qualquer amortização extraordinária, escolha reduzir o saldo devedor, não a parcela, se o seu objetivo é economizar juros. Reduzir a parcela alivia o mês; reduzir o prazo economiza dinheiro.
Atualizado em 26 de setembro de 2026. Conteúdo informativo: não substitui orientação do banco, do cartório ou de um corretor com CRECI ativo.